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O mercado de iGaming dos EUA supera todos os outros combinados

Denis Skorobogatko
Denis Skorobogatko

Data Journalist

Os dados da Blask revelam a escala real do mercado de iGaming nos EUA.

A Blask monitora quase todos os mercados relevantes de iGaming no mundo. Com a entrada mais recente dos EUA e do Canadá, a cobertura alcança 126 países. Além disso, somados, o CEB (Competitive Earning Baseline, receita projetada calculada pela Blask) passou de US$ 200 bilhões em 2025.

O maior mercado acompanhado são os EUA, com quase 40% do total global. Vários estados, isoladamente, geraram mais CEB em 2025 do que países de iGaming reconhecidos; assim, quatro das cinco maiores marcas globais por CEB atuam sobretudo nos EUA.

Os EUA superam, somados, os demais mercados do top 10

A forma mais clara de entender a escala do iGaming nos EUA é comparar o mercado a outros países.

Segundo a Blask, os 10 principais países geraram cerca de 70% do CEB global em 2025. Porém só os EUA responderam por quase três quintos desse montante.

Em CEB, o iGaming dos EUA em 2025 foi sete vezes o do Reino Unido, segundo no ranking global. Já frente ao Canadá, em terceiro, o mercado norte-americano é mais de oito vezes maior.

Por CEB, o iGaming dos EUA é de longe o maior do mundo; contudo, os dados por estado impressionam do mesmo modo.

Estados de topo rivalizam com países inteiros

De acordo com a Blask, alguns estados, sozinhos, produziram mais CEB em 2025 do que países de iGaming de referência.

Por exemplo, o CEB de iGaming em Nova York superou o do Brasil. Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia, por sua vez, tiveram cada um mais CEB do que a Índia.

Os 10 principais estados concentraram quase 23% do CEB global em 2025. Esse percentual supera, somados, os cinco maiores países fora dos EUA.

Tratados como mercados separados, quatro estados dos EUA entrariam no top 10 global por CEB. Nem todos, porém, lideram em demanda dos usuários.

Rankings estaduais por receita e por demanda não coincidem

Diferente do ranking de CEB, as posições estado a estado por BAP (Brand’s Accumulated Power, participação no Blask Index do país, que reflete a demanda de iGaming) seguem melhor os números de população.

Os três estados com maior BAP são Califórnia, Texas e Flórida. Juntos, concentraram 28,5% do Blask Index do país em 2025; portanto, o top 10 já respondia por mais de 56%.

Entre os 10 maiores estados por BAP, a Geórgia registrou o maior avanço do Blask Index em 2025, enquanto Illinois caiu com mais força. Em todos os 50 estados, Delaware liderou a alta anual do Blask Index, com 48,7%; em seguida, a maior queda ficou com a Carolina do Norte, em −21,1%.

O Blask Index total dos EUA não é o maior do mundo. Vários países ficam à frente, inclusive com populações bem menores, como o Reino Unido e a Itália. De fato, em outras métricas os EUA ainda estão longe da liderança.

Menos marcas, desempenho mais forte

Por número de marcas ativas de iGaming, os EUA ficam só em terceiro, atrás do Brasil e da Índia. Ainda assim, cada uma das cinco maiores marcas globais (por CEB) atua nos EUA.

Para quatro delas, quase todo o CEB de 2025 veio do mercado norte-americano. A exceção é a bet365, quarta no mundo: os EUA responderam por apenas 12% do CEB total. Por fim, a maior marca por CEB ausente dos EUA em 2025 foi a Stake, sexta no ranking global.

Entre as cinco maiores marcas globais (por CEB) com presença nos EUA, três têm licença doméstica: FanDuel, DraftKings e bet365. As outras duas — Bovada e BetOnline — operam como offshore.

Veja o quadro completo

O mercado de iGaming dos EUA não é só o maior do mundo em CEB: também é o mais intrincado. O corte onshore-offshore, o cenário regulatório estado a estado e sua dinâmica, o avanço dos mercados de previsão e muito mais aparecem no relatório de iGaming dos EUA e do Canadá, da Blask.