Menos de 36 horas separaram a liminar de São Paulo e a ordem que devolveu a Stake à proibição. Assim, a proibição Stake Brasil voltou a valer.
Em 9 de outubro de 2026, o presidente do TRF-3, Luis Antonio Johonsom Di Salvo, atendeu o pedido da União e suspendeu a liminar parcial que mantinha a stake.bet.br da Stake Brazil Ltda. no ar até 25 de outubro. A Stake operou legalmente no Brasil por apenas um dia.
O TRF-3 é o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a corte federal de apelação de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Ela revisa e suspende decisões de primeira instância, inclusive a liminar que manteve a Stake Brazil no ar por pouco tempo.
💡 Ponto-chave: a presidência não julgou se a medida é constitucional. No entanto, citou a assimetria regulatória. Uma operadora licenciada seguiria ativa sob regras diferentes. As demais marcas permaneceriam sob o mesmo bloqueio.
Demanda de busca no único dia legal
A demanda de busca pela Stake Brazil saltou quando a stake.bet.br pôde operar sob a ordem de São Paulo. O dia 8 de outubro foi o único em que o site .bet.br licenciado funcionou legalmente, antes de o TRF-3 devolver a marca às mesmas regras de bloqueio das outras licenciadas. O interesse seguiu alto em 9 e 10 de outubro, depois que a proibição Stake Brasil voltou e o acesso licenciado sumiu.

Marca onshore média antes da proibição Stake Brasil
Antes do bloqueio total, a Stake Brazil era uma marca onshore de médio porte. Em setembro, ficou em 62º lugar entre 512 marcas na busca, com 0,1%. A Betano liderou, com 33,4%. As marcas onshore ainda detinham 94,7% da demanda e 96,5% do CEB, contra 5,3% e 3,5% offshore.

O gráfico mostra onde a demanda estava antes do desligamento de 6 de outubro. O TRF-3 não reabriu o mercado para esse porte. Removeu a exceção de uma única operadora, e a proibição Stake Brasil voltou a valer do mesmo modo para todas.