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Custo da proibição de apostas no Brasil: operadoras licenciadas perderam cerca de R$ 1,35 bilhão em 10 dias
O custo da proibição de apostas no Brasil chegou a cerca de R$ 1,35 bilhão (aproximadamente US$ 270 milhões) em receita bruta de jogos (GGR) para as operadoras licenciadas entre 25 de setembro e 5 de outubro, segundo estimativa da Blask. Em 25 de setembro, a Medida Provisória 1.394 proibiu novos depósitos e apostas.
No ritmo anterior à proibição, cada semana adicional sem apostas licenciadas soma cerca de R$ 0,8 bilhão, ou US$ 160 milhões, a esse total.
Como a Blask estimou o custo da proibição de apostas
A Blask partiu do GGR oficial das operadoras licenciadas no primeiro semestre de 2026: R$ 20,07 bilhões, cerca de 15% acima do primeiro semestre de 2025. Em seguida, projetou esse ritmo a partir de 25 de setembro, quando os novos depósitos e apostas pararam.
O Brasil tem pouca sazonalidade em comparação com outros mercados, e o mercado licenciado crescia todos os meses antes do decreto. Por isso, a projeção inclui um ajuste para esse crescimento. Apenas marcas licenciadas entram na conta.
💡 Ponto-chave: no ritmo anterior à proibição, cada semana de mercado licenciado fechado custa cerca de R$ 0,8 bilhão, ou US$ 160 milhões.
A linha do tempo que define a conta final
Quatro datas determinam o tamanho do custo da proibição de apostas:
- 25 de setembro: novos depósitos e apostas proibidos
- 6 de outubro: sites licenciados saem do ar
- Por volta de 25 de outubro: licenças terminam
- Em até 120 dias: o Congresso precisa aprovar a medida, ou ela perde a validade, e a votação pode escorregar para fevereiro de 2027
O mercado parado não é pequeno
O Brasil foi o maior mercado de iGaming do mundo em demanda no primeiro semestre de 2026. O Blask Index é uma medida em tempo real do volume de demanda do mercado por marcas de iGaming em um determinado país, com base em dados de busca normalizados. Segundo o Blask Index, o Brasil somou 1,41 bilhão, 15% do total global entre os países que a Blask acompanha. As Filipinas vinham bem atrás, com 879,6 milhões.
Na receita, a Blask usa o Competitive Earning Baseline (CEB), um parâmetro modelado de receita construído a partir da força da marca e da posição competitiva. Ele não é GGR reportado pelas operadoras. Pelo CEB, o Brasil ficou em quarto lugar no mundo no mesmo período.

| Indicador, primeiro semestre de 2026 | Brasil |
|---|---|
| Blask Index | 1,41 bilhão, 15% do total global |
| Filipinas, para comparação | 879,6 milhões |
| CEB (mín–méd–máx) | US$ 4,0 bi – US$ 5,4 bi – US$ 9,6 bi |
| Participação das dez marcas licenciadas no CEB | 66% |
| Participação da Betano no CEB | 23% |
O dinheiro não está migrando de forma visível para sites sem licença
No painel comportamental da Blask, o alcance dos sites sem licença ficou dentro de 11% do normal em todos os dias da primeira semana. Já o alcance dos sites licenciados caiu 74% abaixo do normal até 1º de outubro.
A maioria dos apostadores legais parou, por enquanto. O detalhe do painel está em nossa análise sobre os sites de apostas licenciados no Brasil.
O que isso significa para o Estado
A proibição também elimina uma base de arrecadação. O imposto federal sobre apostas somou US$ 1,8 bilhão em 2025. As 85 licenças custaram US$ 456 milhões no total e são extintas sem reembolso. A própria estimativa do governo para a perda de receita até 2028 é de US$ 2,4 bilhões. Esses números vêm de fontes públicas, citadas no relatório completo.
📚 Leia mais: A proibição de apostas no Brasil: um mercado perdido para alguns, um negócio perdido para a maioria
O custo da proibição de apostas se acumula a cada semana em que o mercado segue fechado. Os dados detalhados, a metodologia e as fontes estão no relatório da Blask sobre a proibição de apostas no Brasil.