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Copa do Mundo T20 2026: o iGaming atinge o pico na fase de grupos
O pico de apostas costuma coincidir com o clímax de um grande torneio de críquete — semifinais, final, troféu. No entanto, a ICC Men’s T20 World Cup 2026 quebrou esse padrão. O torneio ocorreu na Índia e no Sri Lanka, de 7 de fevereiro a 8 de março. Dados do Blask Index mostram que a atividade de iGaming nos mercados-chave atingiu o máximo na fase de grupos. Em seguida, perdeu força rumo aos playoffs — inclusive no país que levou o título.
O torneio reuniu 20 equipes durante um mês inteiro de críquete, coorganizado pela Índia e pelo Sri Lanka — dois mercados em que o esporte impulsiona volumes massivos de apostas o ano todo. Grandes nomes como a Austrália caíram cedo, enquanto zebras como o Zimbabwe fizeram barulho; por isso, não faltaram narrativas. Para o iGaming, porém, o capítulo mais revelador estava nos padrões de atividade nas apostas.
Três mercados, um padrão
Acompanhamos o Blask Index em todos os principais mercados de críquete durante o torneio. De fato, o padrão foi consistente: a atividade disparou nas semanas iniciais e caiu nas eliminatórias, independentemente de até onde cada seleção chegasse.
A seguir, o que ocorreu nos três mercados em que o sinal ficou mais nítido.
India
O Blask Index da Índia ficou estável durante a maior parte de dezembro e janeiro. Assim que o torneio começou em 7 de fevereiro, a demanda subiu com força. O pico veio por volta de meados de fevereiro. Nesse momento, a fase de grupos trouxe os confrontos mais pesados, inclusive a goleada da Índia sobre o Paquistão por 61-run em 15 de fevereiro.

Dali em diante, a queda foi constante e acentuada. Quando a Índia chegou às semifinais no início de março, o índice já havia voltado ao patamar inicial. Em 8 de março, em Ahmedabad, a seleção levantou o troféu após vitória dominante por 96-run sobre a Nova Zelândia. O nível do índice estava bem abaixo disso.
Sri Lanka
O Sri Lanka, como coanfitrião, seguiu uma trajetória parecida — só que em escala menor. O Blask Index permaneceu calmo até dezembro e o início de janeiro e começou a subir à medida que o torneio se aproximava. O pico surgiu por volta de meados de fevereiro, alinhado às rodadas iniciais disputadas em solo cingalês.

A retração começou quando a própria seleção do Sri Lanka saiu da briga pelo título. Na fase Super 8, o Blask Index já apontava queda. No início de março, seguia acima dos níveis pré-torneio, porém longe do pico. O efeito coanfitrião deu fôlego ao Sri Lanka, contudo não se sustentou depois que a campanha da equipe acabou e os jogos de maior destaque migraram para a Índia.
Australia
O gráfico da Austrália se destaca dos outros dois. O Blask Index ficou praticamente estável em dezembro e janeiro. Em seguida, no início ou meio de fevereiro, disparou de forma abrupta — um salto mais forte, em termos relativos, do que o visto na Índia ou no Sri Lanka.

O calendário não coincide com vitórias australianas, e sim com o colapso da seleção. O Zimbabwe venceu a Austrália por 23 runs em 13 de fevereiro. Já em 16 de fevereiro, o Sri Lanka aplicou um triunfo por 8-wicket — na prática, eliminando a Austrália na fase de grupos. Dessa forma, o surto de atividade em iGaming acompanhou o choque de ver semifinalistas da edição anterior saírem cedo.
Depois do pico, a demanda entrou em queda gradual, mas permaneceu bem acima da linha de base pré-torneio até o fim de fevereiro. O caso australiano é o exemplo mais claro de narrativa negativa — não de sequência vitoriosa — puxando a atividade de iGaming.
Nações de críquete sem picos de iGaming
Nem todo país obcecado por críquete reagiu ao torneio em termos de Blask Index. Analisamos Nova Zelândia, Paquistão e África do Sul — tradições fortes no esporte e seleções ativas no torneio. Porém não encontramos picos relevantes na atividade de iGaming.
A Nova Zelândia chegou à final. O Paquistão entrou no confronto de fase de grupos mais assistido, contra a Índia. A África do Sul avançou às semifinais e viveu um dos momentos mais insanos — vitória em duplo Super Over contra o Afeganistão. Ainda assim, nenhuma dessas histórias gerou movimento visível na demanda de iGaming nesses mercados.
Conclusão: a janela de atenção
O padrão mais marcante nos três mercados repete-se: a atividade de iGaming atingiu o auge nas duas primeiras semanas do torneio e caiu depois. Não de modo gradual — de forma estável e clara, mesmo com a tensão em campo aumentando.
Isso soa contra a intuição. Semifinais e final parecem o pico natural — jogos maiores, mais audiência, mais dinheiro em jogo. Porém os dados sugerem outra dinâmica. O início de um grande torneio traz uma onda de atenção casual e novidade. Essa onda some mais rápido do que o próprio calendário.
Esse é, portanto, o ponto central. A Copa T20 durou 30 dias. O ciclo de atenção ao iGaming, pelo que mostrou o Blask Index, durou cerca da metade disso. Quando começaram as eliminatórias, o surto amplo já tinha acabado. O que restou foi só o público núcleo que estaria lá de qualquer modo.