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Riscos das apostas offshore para os 25,2 milhões de apostadores legais do Brasil após a proibição
A Blask projeta que cerca de 21,6 milhões dos 25,2 milhões de apostadores legais do Brasil continuarão apostando após a proibição, quase todos no offshore. Os riscos das apostas offshore que eles assumem são a parte da história que os reguladores menos conseguem medir.
A cifra de 21,6 milhões é uma projeção a partir dos dados da Índia, não uma medição do Brasil.
Como a Blask projetou os 21,6 milhões
A projeção vem da Índia. Três meses após a própria proibição, os jogadores indianos ainda apostavam em 86% do ritmo dos brasileiros, que não enfrentavam proibição. De cada 100 indianos que usavam sites legais antes da proibição, 63 ainda apostavam três meses depois, quase todos no offshore. No Brasil, onde não havia proibição na época, eram 74 de cada 100.
Para ter uma noção de escala, 86% dos 25,2 milhões de apostadores legais do Brasil equivalem a cerca de 21,6 milhões. A comparação com a Índia explica a coorte e o mercado de controle.
Riscos das apostas offshore: o que os jogadores perdem fora do perímetro licenciado
O que esses jogadores perdem é a camada de proteção. O cadastro de autoexclusão, a verificação de idade e os limites de depósito do Brasil terminam no perímetro licenciado.
Mais de 1,5 milhão de brasileiros se autoexcluíram de sites licenciados. Esse cadastro não tem força no offshore. As verificações de identidade, o monitoramento de transações e as obrigações de prevenção à lavagem de dinheiro que vinham com a licença .bet.br também não valem lá.
💡 Ponto-chave: mais de 1,5 milhão de brasileiros se autoexcluíram das apostas licenciadas. Um site offshore não tem obrigação de respeitar esse cadastro.
O que a Índia mostra após um ano
A Índia tem um ano de evidências sobre o que substitui a camada de proteção. Em uma pesquisa da CUTS com ex-jogadores, a parcela que usava sites offshore subiu de 67,6% para 85,6% após a proibição. A parcela que os usava diariamente subiu de 3,4% para 42,3%.
Os riscos das apostas offshore aparecem na mesma pesquisa. Entre os usuários de offshore ouvidos em Délhi, 26,8% relataram fraude ou perda de fundos. Além disso, as reclamações sobre saques bloqueados continuam um ano depois.

Primeira semana no Brasil: largada mais lenta, não um destino menor
A primeira semana no Brasil é compatível com uma largada mais lenta, e não com um ponto de chegada menor. Dos painelistas que usavam apenas sites licenciados, 6,7% chegaram a um site sem licença na semana após a proibição, contra 5,1% em uma semana normal.
A maioria simplesmente parou. O uso de sites licenciados nesse grupo caiu de 35,4%, duas semanas antes da proibição, para 23,2% na semana seguinte. Quem migrou foi para nomes que já conhecia, e não para algo novo. Detalhamos para onde eles foram em sites de apostas licenciados no Brasil.
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O que acompanhar
Para acompanhar os riscos das apostas offshore, três números mostrarão se a projeção se confirma: a parcela de ex-jogadores licenciados que chega a um site sem licença a cada semana, o volume de reclamações sobre saques e o ritmo de novos sites ilegais. Os dados detalhados, a metodologia e as fontes estão no relatório da Blask sobre a proibição de apostas no Brasil.